quarta-feira, 21 de abril de 2010

A responsabilidade

Descrição operativa (como funciona)
Quem tem essa virtude assume as conseqüências de seus atos intencionados, resultado das decisões que tome ou aceite; e também de seus atos não intencionados, de tal modo que os demais fiquem beneficiados o mais possível ou, pelo menos, não prejudicados; preocupando-se, ao mesmo tempo, de que as outras pessoas em quem pode influir façam o mesmo.
A EDUCAÇÃO DA RESPONSABILIDADE
1. Reconheço a tendência de cada filho/aluno em relação com a responsabilidade de tal maneira que não pressiono muito à criança, que por si própria, é responsável. (Cada criança nasce de uma maneira diferente e há que recordar que se pode cair em um vício por um excesso da virtude. Possivelmente, esse menino responsável necessita desenvolver outras virtudes, a flexibilidade, a sinceridade ou a compreensão, por exemplo).
2. Mando aos filhos/alunos para que tenham a oportunidade de obedecer e viver a responsabilidade. (Uma das maneiras de ser responsável é a de assumir as decisões dos demais. Isto é, obedecer-lhes. Se o educador não manda, não se pode viver a responsabilidade desta maneira).
3. Ajudo aos meninos/as a dar-se conta das decisões que estão tomando, de tal forma que possam assumir as conseqüências das mesmas. (Por exemplo, ajudando a um filho a ver como gastou sua "mesada" semanal, a ver as conseqüências de convidar a alguns amigos e não a outros a uma festa de aniversário, a inscrever-se em uma atividade extra escolar no colégio).
4. Ofereço diferentes alternativas aos filhos/alunos para que aprendam a discernir entre as vantagens e inconvenientes de cada uma. (Quando se trata de jovens, eles próprios podem pensar nas alternativas. Mas antes convém usar este sistema para que aprendam a descobrir as possíveis conseqüências de seus atos).
5. Me preocupo em buscar ou facilitar a informação adequada com respeito a algum tema em que o jovem vai tomar uma decisão, de tal maneira que possa tomá-la responsavelmente. (Aqui nos referimos à etapa em que o jovem ainda não está em condições de assumir autonomamente o processo completo. De fato é freqüente encontrar meninos/as de quatorze ou quinze anos que tomam suas decisões, ou pretendem fazê-lo, com uma falta de prudência considerável. Não reconhecem os perigos ou se acham capazes de superar qualquer dificuldade. Necessitam de ajuda para ser realistas).
6. Procuro áreas de autonomia em que os jovens possam tomar suas próprias decisões autonomamente e lhes deixo agüentar as conseqüências de seus erros contanto que não sejam imprudentes. (Quando as coisas saem mal, os educadores têm uma tendência natural a proteger o educando sem deixar-lhe crescer como conseqüência de seus próprios erros). 7. Ajudo aos jovens a dirigir sua atenção para os demais de tal forma que ajudem a seus colegas e amigos a atuar responsavelmente também. (Ser responsável é ajudar aos demais a ser responsável. Por exemplo, uma criança poderia animar a outra a assumir as conseqüências de alguma infração das regras que cometeu, a cumprir com sua palavra, a realizar seu trabalho bem ou a obedecer a seus pais).
8. Ajudo aos jovens a reconhecer quais coisas e ante quem devem prestar contas. (Progressivamente podem ir reconhecendo as diferentes autoridades ante quem devem prestar contas. Por exemplo, o professor, os pais, uma autoridade civil e evidentemente Deus).
9. Ensino aos filhos/alunos a consultar antes de tomar suas decisões e a quem convém recorrer em cada caso. (De fato se trata de ajudar-lhes a descobrir quem são as autoridades em cada questão. Não se trata de recorrer ao professor para resolver uma dúvida médica e tampouco se trata de recorrer ao médico para resolver um tema escolar).
10. Ajudo aos jovens a assumir a responsabilidade de suas ações equivocadas cometidas sem intenção. (Muitas coisas acontecem por falta de previsão ou por ingenuidade, mas também há outras em que dificilmente se pode encontrar algum elemento de responsabilidade pessoal. De todas as formas há que assumir o fato e agüentar aquelas coisas de que não nos sentimos responsáveis. Uma doença, por exemplo).
A MANEIRA PESSOAL DE VIVER A RESPONSABILIDADE
11. Assumo plenamente a responsabilidade de ser educador. Tenho uma vivência profunda da importância de minha função. (A responsabilidade supõe este primeiro tipo de decisão consciente de responder pelo que se é. Não se trata tanto de responsabilizar-se por um conjunto de tarefas).
12. Vivo a responsabilidade prestando contas às pessoas que têm autoridade sobre mim. (É necessário responder ante alguém para ser responsável e todas as pessoas temos alguma autoridade acima de nós).
13. Me comprometo com os valores e com as pessoas que dependem de mim buscando seu bem. (O compromisso é conseqüência de um decisão consciente. É necessário refletir sobre o que é importante para si próprio e a seguir lutar para proteger e defender esses valores).
14. Depois de tomar uma decisão ou empreender uma ação, aguento as conseqüências se o assunto sai mal. (Algumas pessoas tentam passar a responsabilidade a outros. Por exemplo, se um filho fracassa em seus estudos principalmente por ter pouca capacidade real para o estudo, alguns pais não o aceitam e passam a responsabilidade do fracasso ao colégio).
15. Passo um tempo tentando prever possíveis conseqüências de minhas decisões antes de tomar uma determinação.(Na vida familiar, com frequência os pais reagem frente às situações, em vez de estudar o tema e tomar uma decisão pausada. A responsabilidade requer não apenas assumir as conseqüências dos próprios atos mas também, prever as conseqüências).
16. Assumo as conseqüências negativas de minhas ações equivocadas. (Indicadores de que seja assim, serão, por exemplo que o educador saiba pedir desculpas quando haja cometido um erro ou que saiba retificar e não continuar adiante com teimosia em algum assunto, após perceber que se equivocou).
17. Habitualmente me comprometo com projetos depois de um estudo sério do assunto, pensando nas conseqüências positivas que pode haver para os demais e sem depender inecessariamente das opiniões dos demais. (Algumas pessoas tendem a não comprometer-se a menos que a maioria dos demais já o tenha feito, ou unicamente quando vê que o assunto está saindo bem).
18. Apesar de que existem muitos motivos para ser responsável, entendo que o motivo fundamental tem que ser meu reconhecimento de que tenho o dever de responder ante outra pessoa ou ante Deus. (Uma pessoa pode atuar de uma maneira que parece responsável por fins econômicos, por medo, por eficácia. Entretanto, não reconhece as exigências autênticas da responsabilidade).
19. Quando participo em reuniões em que se tomam decisões, assumo as conseqüências ainda que a decisão tomada não seja a que eu considero melhor. (De fato responder pelas decisões tomadas em grupo é difícil. Requer uma dose suficiente de humildade).
20. Me responsabilizo do que radicalmente sou. Isto é filho/a de Deus. (Isto requer, por exemplo, recorrer aos Sacramentos, estudar as verdades da fé, buscar uma direção espiritual, viver a fé nas relações com os demais, rezar e reconhecer a Deus como Pai).

O Respeito

Descrição operativa (como funciona)
"Atua ou deixa atuar, procurando não prejudicar nem deixar de beneficiar-se a si próprio nem aos demais, de acordo com seus direitos, com sua condição e com suas circunstâncias."
A MANEIRA PESSOAL DE VIVER O RESPEITO
1. Habitualmente consigo um ambiente de compreensão e de aceitação na família ou na classe. (Este ambiente está baseado em um conjunto de pequenos detalhes. Por exemplo, escutar aos demais com atenção, evitar críticas infundadas, cuidar o tom de voz e gestos que mostram desprezo).
2. Reconheço a possibilidade radical de melhora dos demais. (O contrário é a tendência a "rotular" aos demais, mostrando que este julgamento é permanente. Por exemplo, que um filho/aluno não é confiável ou que outro sempre será inútil no estudo).
3. Tenho claro que as coisas estão a serviço das pessoas, e portanto não têm direitos. (Trata-se de cuidar das coisas para que as pessoas possam aproveitá-las. Por exemplo, não permitir o uso de algum objeto por medo a que um jovem possa danificá-lo - ainda que haja recebido uma instrução adequada de seu uso - não é mostrar respeito por esse objeto, mas, ou melhor, uma falta de respeito para com o jovem).
4. Atuo habitualmente com a idéia clara de querer beneficiar aos demais. (O falso respeito leva à pessoa a não beneficiar aos demais porque não quer "meter-se" na vida alheia, ou porque não quer receber alguma resposta brusca do outro).
5. Tento não atuar quando creio que, mediante a ação, posso prejudicar a outra pessoa. (Existem ocasiões em que não seria prudente tentar influir sobre outra pessoa. A ação poderia causar mais danos que benefícios).
6. Reconheço que diferentes pessoas requerem ser tratadas de maneiras diferentes e, portanto, ser respeitadas segundo suas condições e circunstâncias. (Uma pessoa doente e fraca requer ser respeitada de uma maneira diferente de outra que dispõe de força, vontade, e saúde. Deve-se respeitar ao professor de um modo diferente que a um familiar).
7. Antes de atuar em relação com outra pessoa, consigo a máxima informação possível sobre sua situação. (Desta maneira será possível atuar no momento oportuno e ajustar a ação às necessidades reais dessa pessoa).
8. Trato a todos com o respeito que merecem. (A todos como filhos de Deus, e aos próprios pais, aos colegas, aos amigos, às autoridades civis, etc. de acordo com a dignidade que lhes corresponde).
9. Nas conversações com os demais, evito os julgamentos generalizados, as críticas indiscriminadas e, em geral, os preconceitos de qualquer tipo. (Nas conversações, se podem notar com bastante clareza determinados tipos de falta de respeito. Também se nota as pessoas que preferem calar-se se não têm nada positivo que dizer).
10. Penso na melhor maneira de ajudar aos demais, reconhecendo que não existem "receitas mágicas" que servem para todos. (Uma "receita", de fato, mostra que consideramos a todos por igual. Por exemplo não costuma ser útil - e inclusive pode ser uma falta de respeito - pretender impor a outro algo que fazemos em nossa própria família).
A EDUCAÇÃO DO RESPEITO
11. Ajudo aos pequenos a respeitar a propriedade alheia e a regras do jogo em geral. (Isto requer exigência perseverante por parte dos educadores. As crianças pequenas não reconhecem o conceito abstrato do respeito, mas podem desenvolver hábitos relacionados com a virtude).
12. Reconheço o direito dos filhos/alunos a possuir suas próprias posições e lhes ensino a distinguir entre o que é propriedade privada e propriedade de uso comum. (Em algumas famílias ou colégios existe uma tendência a estabelecer todas as coisas como propriedade comum, pensando que isto pode desenvolver a solidariedade. Entretanto, a pessoa tem o direito de adquirir e possuir bens. Procuramos um equilíbrio entre posses particulares e posses de uso comum).
13. Ensino aos pequenos a não provocar desgostos aos demais, tirando-lhes suas coisas, quebrando ou sujando sua propriedade ou tratando a eles com pouca consideração. (A criança pode reconhecer esta emoção de desgosto nos demais e, portanto, pode ser um motivo adequado para atuar adequadamente quanto ao respeito).
14. Raciocino com os filhos/alunos com a finalidade de que se dêem conta de que as pessoas são diferentes e que há que atuar de uma maneira diferente com cada uma. (Isto significa explicar-lhes que há uma maneira de atuar com seus pais, outra com seus professores, outra com seus amigos, outra com desconhecidos etc).
15. Chamo a atenção aos filhos/alunos para que se dêem conta de que é uma falta de respeito criticar aos demais, falar mal deles por trás ou desprezá-los. (São condutas freqüentes, mas muito menos naqueles/as meninos/as que convivem com adultos que dão um bom exemplo neste sentido).
16. Ajudo aos jovens a reconhecer o respeito devido a seus irmãos/ãs e colegas, a sua intimidade, a suas posses, a seu direito a uma boa reputação. (O respeito é especialmente difícil em grupos em que não se pode escolher as pessoas com as quais se tem que relacionar. É o caso da família ou da classe).
17. Ajudo aos jovens a descobrir como podem influir negativamente nos demais aproveitando suas emoções ou o fato de terem uma idade superior. (Por exemplo, às vezes os meninos aproveitam da sensibilidade emocional das meninas para conseguir seus objetivos. Também os irmãos mais velhos têm uma tendência de "aproveitar-se" dos irmãos menores).
18. Ensino aos jovens a reconhecer os perigos que existe em relação com possíveis faltas de respeito. (Na educação, raramente nos encontramos com procedimentos inovadores para conseguir nossos objetivos. Com os jovens, é necessário raciocinar, dando-lhes uma informação clara, curta e concisa sobre o tema que nos interessa explicar).
19. Falo com os jovens de tal maneira que compreendam que devem respeitar a seus pais durante toda a vida. (Devem obedecer-lhes enquanto vivam sob o mesmo teto, ou enquanto sejam menores, ainda que não vivam sob o mesmo teto).
20. Consigo que os jovens não empreguem palavras injuriosas, que não tenham uma atitude desprezível para determinados tipos de pessoa e que não tratem mal a pessoa alguma. (Apesar de que queremos enfocar a educação positivamente buscando situações em que os jovens tratem aos demais com autêntico respeito, também é necessário prevenir algumas atuações que, de fato, refletem faltas importantes de respeito para com os demais).
Como proceder à auto-avaliação
No texto encontram-se uma série de questões para reflexão, divididas em duas partes:1) o grau em que se está vivendo a virtude pessoalmente .2) o grau em que se está educando aos alunos ou aos filhos na mesma virtude.
Com respeito a cada questão, situe a conduta e o esforço próprio de acordo com a escala:
5. Estou totalmente de acordo com a afirmação. Reflete minha situação pessoal.4. A afirmação reflete minha situação em grande parte mas com alguma reserva.3. A afirmação reflete minha situação em parte: Penso "em parte sim e em parte não".2. A afirmação realmente não reflete minha situação ainda que seja possível que haja algo.1. Não creio que a afirmação reflete minha situação pessoal em nada. Não me identifico com ela.
Podem-se comentar as reflexões próprias com o cônjuge ou com algum companheiro e assim chegar a estabelecer possíveis aspectos prioritários de atenção no desenvolvimento da virtude a título pessoal ou com respeito à educação dos filhos ou dos alunos. É provável que se descubram muitas possibilidades de melhoria, mas trata-se de selecionar nada mais que uma ou duas, com a finalidade de tentar conseguir a melhora desejada.
As reflexões apresentadas não esgotam o tema, mas dão um ponto de partida para uma auto-avaliação.

O Pudor

Descrição operativa (como funciona)
"Reconhece o valor de sua intimidade e respeita a dos demais. Mantém sua intimidade protegida de estranhos, repudiando o que pode prejudicá-la e a descobre unicamente em circunstâncias que sirvam para a melhora própria ou alheia"
A MANEIRA PESSOAL DE VIVER O PUDOR
1. Reconheço o valor de minha intimidade e dos diferentes aspectos que a compõem: a alma, partes do corpo, os sentimentos, os pensamentos. (Só se pode fazer bom uso do que alguém conhece e aprecia. Se não se dá importância aos sentimentos ou pensamentos próprios, por exemplo, uma pessoa pode terminar compartilhando-os com qualquer pessoa em qualquer momento).
2. Entendo que, às vezes, é preciso guardar a intimidade própria e, às vezes, convém compartilhá-la com outro. Quando compartilho minha intimidade, o faço pensando no bem que pode resultar para outra pessoa e/ou o bem previsível para si próprio. (Se refere à possibilidade de compartilhar experiências pessoais íntimas ou problemas pessoais buscando uma ajuda para superá-las, por exemplo).
3. Guardo e protejo os aspectos íntimos de meu ser com o fim de usar bem o que Deus me deu e com o fim de realizar minhas ações para a glória de Deus. (As vezes se seguem condutas ou costumes relacionados com o pudor cegamente, sem saber o por que. Isto pode produzir pessoas escrupulosas ou, simplesmente, egoístas).
4. Sou capaz de estar a sós comigo mesmo sem ruído e sem atividade, e também busco estes momentos com certa freqüência. (O silêncio produz as condições adequadas para refletir e conhecer-se melhor. A vida atual tende a complicar-se tanto que é necessário prever estes momentos de um modo consciente).
5. Antes de falar ou de atuar, tento reconhecer as necessidades reais das pessoas em meu entorno, com o fim de saber se convém compartilhar algum aspecto de minha intimidade com elas. Quando parece oportuno, o faço sem pensar em que grau a própria imagem pode ficar modificada frente a essa pessoa. (Está claro que é necessário pensar antes de lançar-se a contar aspectos da própria intimidade. Mas, trata-se de fazê-lo se cremos que pode fazer bem a outro. Às vezes não o fazemos porque não queremos que a outra pessoa modifique a impressão boa mas um pouco falsa que tem de nós).
6. Compartilho minha intimidade com alguma pessoa de confiança com o fim de receber a ajuda que necessito para crescer. (Isto é especialmente evidente na vida espiritual e é um dos fins do sacramento da Confissão. Entretanto, há outros aspectos da vida em que convém contar com o cônjuge, um bom amigo ou com algum profissional competente).
7. Me preocupo de conseguir que exista uma adequada distribuição dos espaços na casa ou no colégio, com o fim de que os membros possam viver seu direito à intimidade. (Como seria bom se cada membro da família pudesse dispor de seu próprio dormitório, ou pelo menos de um armário. Também há que cuidar as áreas em que os membros da família ou do colégio, se vestem ou se despem para mudar de roupa).
8. Habitualmente me visto sem faltar às normas elementares de pudor. (Um critério a seguir poderia ser perguntar se um membro do outro sexo, em uma situação normal, poderia ser provocado pela minha maneira de vestir. Não é tanto uma questão de centímetros quadrados do corpo cobertos, mas da maneira de usar a roupa e a maneira de andar ou sentar-se).
9. Cuido de minha linguagem habitualmente, com o fim de que não seja nem vulgar nem grosseira. E muito menos utilizando palavras que podem ofender a Deus.(Pode ser útil pensar de vez em quando que somos filhos de Deus e como reagiria esse Pai bom frente a nossa maneira de expressar-nos. Se somos sensíveis, poderemos notar que outras pessoas sofrem desnecessariamente quando se utiliza um vocabulário incorreto ou quando se contam acontecimentos ou anedotas que representam uma ação de violência frente à intimidade).
10. Possuo paixões fortes, mas as controlo com minha vontade. (O pudor não significa que a pessoa não deva ter paixões fortes. Pelo contrário. Se não fosse assim, para viver o pudor seria necessário ser indiferentes na vida. É necessário ter paixões fortes, mas dominadas pela vontade, de tal maneira que as expresso no momento adequado e na presença das pessoas apropriadas).
A EDUCAÇÃO DO PUDOR
1. Ajudo aos pequenos a reconhecer quais são as coisas íntimas que devem cuidar. (Na maioria dos casos, as crianças pequenas não entenderão o que é a intimidade em si. A consciência da intimidade não se desperta até os onze ou doze anos. Entretanto, podemos habituar-lhes a reconhecer quais são as condutas adequadas com relação a intimidade de outros).
2. Acostumo aos pequenos a respeitar a intimidade dos demais. (Se trata de um conjunto de detalhes. Por exemplo: bater à porta antes de entrar no dormitório de outro; não contar coisas íntimas de membros da família ou de seus amigos a outros; saber desligar a tevê quando há programas que podem prejudicar a intimidade, não andar pela casa despidos).
3. Acostumo aos filhos/alunos a fazer perguntas em particular que se referem a aspectos do pudor. (Cada menino/a tem necessidades diferentes e , portanto, necessita de respostas diferentes).
4. Pais: Dou uma educação sexual a meus filhos, adaptada às necessidades de cada um, de uma forma natural, e com delicadeza. Professores: Tento conseguir que os pais se ocupem da educação sexual de seus próprios filhos, e como mal menor atender a determinados alunos a título pessoal.(É necessário dispor de vocabulário técnico adequado, tratar o tema como um processo contínuo, e relacionar o tema com o amor e com a fé).
5. Ajudo aos jovens a dar-se conta das influências que há na televisão, nas revistas, no cinema, que vão contra o pudor e a aprender a guardar os sentidos. (Necessitam reconhecer a importância de proteger sua intimidade. Se não, não terá sentido guardar os sentidos).
6. Dialogo com os jovens para que se dêem conta de que não é adequado bisbilhotar aspectos da intimidade dos demais e nem incentivo-os a vestir-se ou comportar-se contrariamente ao seu próprio pudor. (As vezes isto acontece nas relações com pessoas do mesmo sexo, mas também nas relações sociais com membros do outro sexo. Chegar a respeitar aos demais requer dar-se conta da dignidade de cada um como filho/a de Deus).
7. Insisto no uso adequado da linguagem evitando que os jovens utilizem expressões grosseiras ou vulgares que vão contra o pudor. (Convém insistir desde pequenos na família e chamar a atenção sobre a linguagem inadequada usada com freqüência na televisão, etc.).
8. Explico aos jovens como podem compartilhar seus pensamentos ou seus sentimentos próprios com outros quando acreditam que, assim, lhes podem ajudar. (O pudor ajuda a guardar e proteger a própria intimidade mas não tira o dever de ajudar aos demais prudentemente, compartilhando algum aspecto).
9. Acostumo aos filhos/alunos a recorrer à pessoa adequada para ajudar-lhes a crescer em questões íntimas. (Isto pode significar: apresentar-lhes a algum sacerdote que lhes pode dirigir em sua vida espiritual; animar-lhes a falar com algum jovem mais velho que eles mas com bom critério; ou, simplesmente, que falem com o cônjuge ou com seu pai ou com sua mãe).
10. Ajudo aos jovens a reconhecer quais são os lugares que convém não freqüentar se querem cuidar do pudor. (O ambiente do "o que estão fazendo os demais" pode influir muito, inclusive naqueles jovens que inicialmente tenham critérios corretos).
Como proceder à auto-avaliação
No texto encontram-se uma série de questões para reflexão, divididas em duas partes:1) o grau em que se está vivendo a virtude pessoalmente .2) o grau em que se está educando aos alunos ou aos filhos na mesma virtude.
Com respeito a cada questão, situe a conduta e o esforço próprio de acordo com a escala:
5. Estou totalmente de acordo com a afirmação. Reflete minha situação pessoal.4. A afirmação reflete minha situação em grande parte mas com alguma reserva.3. A afirmação reflete minha situação em parte: Penso "em parte sim e em parte não".2. A afirmação realmente não reflete minha situação ainda que seja possível que haja algo.1. Não creio que a afirmação reflete minha situação pessoal em nada. Não me identifico com ela.
Podem-se comentar as reflexões próprias com o cônjuge ou com algum companheiro e assim chegar a estabelecer possíveis aspectos prioritários de atenção no desenvolvimento da virtude a título pessoal ou com respeito à educação dos filhos ou dos alunos. É provável que se descubram muitas possibilidades de melhoria, mas trata-se de selecionar nada mais que uma ou duas, com a finalidade de tentar conseguir a melhora desejada.
As reflexões apresentadas não esgotam o tema, mas dão um ponto de partida para uma auto-avaliação.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009



PRINCIPIOS INSPIRADORES

Fragmento de G. K. Chesterton (La esfera y la cruz), a cuenta de la polémica de los crucifijos.
-Una vez conocí a un hombre como usted, Lucifer -dijo articulando con lentitud y monotonía desesperantes-. Opinaba también...-¡¡No existe otro hombre como yo!!- gritó Lucifer con tal violencia que estremeció la nave.-Como iba diciendo -continuó Miguel-, ese hombre opinaba también que el símbolo del cristianismo era un símbolo de barbarie y de sinrazón.Su historia es un tanto divertida. Viene a ser también una alegoría perfecta de lo qué les ocurre a los racionalistas como usted.Comenzó: por supuesto, negándose a tolerar un crucifijo en su casa, ni siquiera pintado, ni pendiente del cuello de su mujer. Decía, igual que usted, que era una forma arbitraria y fantástica, una monstruosidad, amada por .ser paradójica. Después fue haciéndose cada vez más violento y .excéntrico; quería derribar las cruces de los caminos, porque vivía en un país católico romano. Finalmente, en un acceso de furor trepó al campanario de la iglesia parroquial y arrancó la cruz, blandiéndola en el aire, y profiriendo atroces soliloquios, allá en lo alto, bajo las estrellas.Una tarde, todavía en verano, cuando se encaminaba a su casa por un caminito vallado, el demonio de su locura vino sobre él con esa violencia y demudación tan fuertes que trastruecan el mundo. Se había detenido un momento, fumando, maldito. Rompió los muebles, porque estaban hechos de cruces. Pegó fuego a la casa, porque estaba hecha de cruces. En el río lo encontraron.Lucifer le miraba mordiéndose un labio.-¿Es verdad esa historia? -preguntó.-¡Oh, no! -dijo Miguel vivamente-. Es una parábola. Es la parábola de todos los racionalistas como usted. Empiezan ustedes rompiendo la cruz, y concluyen destrozando el mundo habitable. Les dejamos a ustedes diciendo que nadie debe ir a la iglesia contra su voluntad. Cuando les encontremos de nuevo estarán ustedes diciendo que nadie tiene la menor voluntad de ir a ella. Les dejamos a ustedes diciendo que no existe el lugar llamado Edén. Les encontramos diciendo que no existe el lugar llamado Irlanda. Parten ustedes odiando lo racional y llegan a odiarlo todo, porque todo es irracional.
CIENCIA CON CONCIENCIA

FUENTE: AceprensaJ.Leonetti, diputado francés: La búsqueda de sentido común frente a la eutanasiaEntrevistado por La Croix (29-10-2008), las respuestas de Leonetti, cuya carrera política no le ha impedido el ejercicio activo de su profesión de cardiólogo, quieren clarificar un debate muchas veces confuso.Mientras que la Asociación por el Derecho a Morir con Dignidad (ADMD) presenta la eutanasia como un acto de valentía y de libertad, Leonetti observa que "no se trata de situaciones de libertad: los que piden morir lo hacen porque sufren enormemente o porque se sienten abandonados". Dicho de otra forma, "estas personas están entre la 'elección' de vivir en un callejón sin salida o de huir hacia la muerte: esto no es lo que yo llamo libertad. Libertad sería la de poder cambiar de opinión, pero la eutanasia es irreversible. Una cifra resulta reveladora en este aspecto: tres de cada cuatro personas que intentan suicidarse y se salvan, no reinciden".Advirtiendo contra la "estafa" que supone este tipo de reivindicaciones, Leonetti distingue entre dos tipos de situaciones. Por una parte está la situación del paciente terminal, cuando al enfermo solo le quedan unos pocos días o semanas de vida. En este caso, la ley francesa de 2005 sobre el fin de la vida responde a prácticamente todas las situaciones."Si la persona sufre –explica Leonetti–, pueden aumentarse las dosis de medicamentos, incluso aunque esto implique el efecto secundario de abreviar la vida. Se puede también dormirla con la ayuda de sedantes, o detener, si ella lo pide, un tratamiento que la mantenga viva artificialmente. La ley dice también que, en tales circunstancias, la calidad de la vida prima sobre su duración. En resumen, la legalización de la eutanasia resulta inútil en este supuesto".CUANDO LA MUERTE NO ES INMINENTEOtra segunda situación se da en casos de enfermedad grave e incurable, pero sin que la muerte resulte inminente, como ocurrió con Chantal Sébire (enferma francesa de cáncer que solicitó la eutanasia).El diputado aclara: "Se trata de una situación en la que la persona reivindica su derecho a morir diciendo: 'es mi elección, mi libertad, quiero morir, ayúdeme a hacerlo'. En esta hipótesis la persona puede suicidarse; es un 'derecho libertad', pero no es un derecho que pueda exigir ante la sociedad. En otras palabras, la sociedad no tiene que asumir ese gesto por ella. Chantal Sébire se suicidó, fue su elección personal respetable, pero la sociedad no tenía que erigirla en ley".Frente al argumento según el cual, al dejar que las personas se las arreglen como puedan para suicidarse, se las priva de una muerte tranquila, Leonetti responde:"Seamos sinceros: con Internet, quienes quieran matarse sin brutalidad encuentran los medios. Además, según se ha visto durante los trabajos de la misión parlamentaria, mientras no haya provocación, ni incitación, ni manipulación, la asistencia al suicidio no es penalmente reprensible en Francia. En cierta manera, la excepción de eutanasia, sobre la que mucho se ha hablado tras el asunto de Sébire, existe ya de hecho: si en unas circunstancias completamente particulares hay trasgresión, y el autor la asume y rinde cuenta por ello ante el juez, éste instruirá, verificará y dará por terminado el asunto si comprueba que ha sido la solución menos mala".EUTANASIA Y OPINIÓN PÚBLICAAnte la posibilidad de que la opinión pública se adscriba al discurso favorable a la eutanasia por su supuesta "modernidad", Leonetti señala que, en casos como el de Sébire, "por un lado estaba la simplicidad de la emoción y de la imagen del dolor; frente a ello, un razonamiento que acepta la complejidad de una situación particular. Pero la imagen es más fuerte que la razón".Sin embargo, advierte que en nuestra sociedad discurren actualmente dos grandes movimientos: "de una parte, una demanda individual cada vez más fuerte, donde la reivindicación de cada cual se vive como un derecho; de la otra, una búsqueda de sentido: sentido de la vida, de la solidaridad, de la vinculación. No hay que subestimar este segundo movimiento, que es muy profundo"."La eutanasia podría efectivamente aparecer como legítima si no hubiera respuesta para los sufrimientos atroces. La defensa de la eutanasia podría parecer moderna, pero con el desarrollo de los cuidados paliativos ya no lo es. El 'ocuparse de otro' es la verdadera actitud moderna. Es falso afirmar, como lo hace la ADMD, que los dos sistemas pueden coexistir. En realidad son incompatibles porque remiten a valores radicalmente distintos".

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

El diablo hoy: entrevista con Gabriel Amorth

Te pregunto: Como puedes combatir un enemigo que no conoces?


En la parte de abajo de este blog aparece una entrevista con el Exorcista del Vaticano el cual ya perdió la cuenta de los exorcismos que hizo a partir del número 100.000.Da buenísimos consejos para la vida de piedad y explica fenomenalmente la actuación del diablo en el mundo de hoy: os lo recomiendo aunque al final se te queden los pelos de punta!!!!
El diablo no es un dogma de fe de la Iglesia para dejarlo en el Baúl de los recuerdos, de hecho eso es lo que el quiere,os pregunto y el exorcista os responde: de donde viene ese desprecio a todo lo sagrado que vivimos en el mundo de hoy?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Milagro eucarístico de Cebreiro


Estas vacaciones tuve la oprtunidad de leer y conocer mejor este Milagro .El Milagro Eucarístico es un acontecimiento que ha hecho famoso al Cebreiro en toda Europa. Uno de los testimonios clásicos es el del P.Yepes, cronista benedictino. Nos narra los hechos de la siguiente manera:
Cerca de los años de mil y trescientos había un vecino vasallo de la casa del Zebrero en un pueblo que dista a media legua llamado Barja Mayor, el cual tenía tanta devoción con el santo sacrificio de la misa que por ninguna ocupación ni inclemencia de los tiempos recios faltaba de oir misa. Es aquella tierra combatida de todos los aires, y suele cargar tanta nieve que no sólo se toman los caminos, pero se cubren las casas y el mismo monasterio, la iglesia, y hospital suelen quedar sepultados, y allá dentro viven con fuegos y luces de candelas, porque la del cielo en muchos días no se suele ver, y si la caridad (a quien no pueden matar ríos ni cielos) no tuviese allí entretenidos a los monjes para servir a los pobres, parece imposible apetecer aquella vivienda. Un día, pues, muy recio y tempestuso lidió y peleó el buen hombre y forcejeó contra los vientos, nieve y tempestades; rompió por las nieves y como pudo llegó a la iglesia. Estaba un clérigo de los capellanes diciendo misa, bien descuidado de que en aquel tiempo trabajoso pudiese nadie subir a oír misas. Había ya consagrado la hostia y el cáliz cuando el hombre llegó, y espantándose cuando le vio, menespreciole entre si mismo, diciendo: "¡Cuál viene este otro con una tan grande tempestad y tan fatigado ver un poco de pan y de vino!El Señor, que en las concavidades de la tierra y en partes escondidas obra sus maravillas, la hizo tan grande en aquella iglesia, a esta sazón, que luego la hostia se convirtió en carne y el vino en sangre, que viendo Su Majestad abrir los ojos de aquel miserable ministro que había dudado y pagar tan gran devoción como mostró aquel buen hombre, viniendo a oír misa con tantas incomodidades"
Hubo otros muchos historiadores que recogieron este milagro: «El milagro historiado entre otros por Ambrosio Morales en el Viaje Santo, ocurrió en el siglo XVI, ofreciéndose a un sacerdote incrédulo la hostia en carne y el vino en sangre, desde entonces conservados en reliquiarios»
Las demás versiones del milagro difieren, en cuanto a la forma, de lo enunciado por el P.Yepes. Vamos a reproducir a continuación otra versión para observar así lo que las tradiciones puenden modificarse, y ampliarse incluso, con el correr del tiempo al ir trasmitiéndose de boca en boca, siendo la tradición popular su vehículo de supervivencia. Pero el problema de este modo de trasmisón de la cultura tiene el riesgo de las altaraciones y las deformaciones, lo que dificulta luego la labor de reproducir el relato original, trabajo de la crítica textual. La siguiente versión es recogida por Leandro Carré y publicada en "La Voz de Galicia" del 22 de agosto de 1992:
«Aconteció, allá por el año 1300, que un cura de la parroquia empezó a pensar cómo era posible que la santísima hostia y el vino de misar pudieran convertirse en carne y sangre de Jesús Dios al tiempo de la consagración, cumplida simplemente por un hombre mortal y pecador como era él. La duda mordía con frecuencia el corazón del sacerdote; la duda amargaba las horas solitarias de sus noches de insomnio. -¡Oh, Dios!-murmuraba el cura afligido-. La fe se debilita en mí. Mi ser se enflaquece y mi cerebro estalla, pero no veo claro este misterio. ¿Unas leves cruces trazadas en el aire por mi mano y unas pocas palabras murmuradas por mi boca, no siempre limpia y pura, cómo pueden hacer tal milagro?. Había un vecino de la parroquia que vivía a una media legua de Piedrafita y era tan devoto de la santa misa, que por ninguna cosa, ni aun por tormentas o nevadas más fuertes, dejaba de acercarse allí para oír su misa. Un domingo estaba el cura celebrando el santo sacrificio. Nadie más estaba en la iglesia, porque la turbulenta cellista de aquél día era tal, que causaba pavor. Tenía ya consagrada la hostia y el cáliz cuando oyó el ruído de alguien que entró apresuradamente en la iglesia. El sacerdote lo miró con sorpresa y, asombrado, murmuró: "¡Pobre hombre, venir con este tiempo de tan lejos, fatigosamente y exponiéndose a morir en el camino, sólo para postrarse ante un poco e pan y vino!". Pero entonces sintió un estremecimiento extraño. Miró para la patena y vio, horrorizado, como la blanca rodajita de blanco pan enrojecía, convirtiéndose en sangrante carne que parecía recién cortada de un cuerpo vivo; y el vino del cáliz se espesaba, adquiriendo un tono más bermejo, y olía a sangre. El mísero cura cayó de rodillas al pie del altar y luego se desplomó sobre las gradas, desvanecido. El hombre que había llegado en aquel momento corrió hacia el altar y trató de incorporar al sacerdote. Estaba muerto».
Con relación a este relato hay que decir que es mucho más vivo y realista que el anterior, muy enriquecido de detalles que, sin duda se le irían agregando a lo largo de los siglos e incluso pudo ser modificado conscientemente para adaptarlo a una catequesis a fin de reforzar la fe del pueblo. Pero lo importante es que sólo ha cambiado la forma de expresar la idea, manteniéndose ésta inalterable y haciendo el texto más adsequible para que la gente pudiera recordarlo mejor, que es lo que realmente importa. Es preciso decir también que en el relato se identifican los pueblos de Piedrafita y O Cebreiro; el autor no hace distinción y localiza la historia en Piedrafita.
Tradicionalmente se cree que, en un principio, las reliquias permanecieron en el cáliz y la patena. Luego, cuando los RR.Católicos pasan por estas tierras donan unas redomas de plata para guardarlos. Ésto es lo que recoge el P.Yepes: «Estuvieron mucho tiempo la hostia vuelta en carne en su patena y la sangre en el mismo cáliz donde había acontecido el milagro, hasta que, pasando la reina Doña Isabel en la romería a Santiago, y hospedándose en el monasterio del Zebrero, quiso ver un prodigio tan raro y maravilloso, y dicen que entonces, cuando lo vio, mandó poner la carne en una redomita y la sangre en otra, adonde hoy día se muestran»

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Otra sentencia reconoce el derecho a objetar contra Educación para la ciudadanía


Otra sentencia reconoce el derecho a objetar contra Educación para la ciudadanía

El tribunal considera que algunos puntos del programa reflejan valores de una determinada ideología
La sentencia dictada el 8 de julio en La Rioja es la cuarta de un Tribunal Superior de Justicia (TSJ) que reconoce el derecho de unos padres a objetar, por razones de conciencia, contra la obligación, impuesta a sus hijos, de cursar la asignatura de Educación para la Ciudadanía (EpC). A ellas hay que sumar las resoluciones de rango inferior favorables a la objeción dictadas por los mismos y otros tribunales. También hay un número menor de decisiones contrarias.
El TSJ de La Rioja ofrece en la sentencia un pormenorizado análisis tanto de la Ley Orgánica de Educación como de los decretos que regulan la polémica asignatura. Los jueces estiman que algunos puntos del programa suponen una intromisión del poder público en ámbitos amparados por los derechos fundamentales. En concreto, se refiere a cuestiones como “la educación afectiva y emocional”, “los sentimientos”, “las relaciones interpersonales” o “los prejuicios”; de esta forma, se pretende hacer pasar por “valores universales” lo que en realidad son valores de una determinada ideología.
Al fundamentarse en una concreta concepción del hombre y de la sociedad, el TSJ considera que la EpC implica un adoctrinamiento moral por parte del Estado y vulnera la libertad ideológica y el derecho de los padres a educar a sus hijos conforme a sus convicciones (artículos 27.2 y 27.3 de la Constitución Española) . Con el voto particular de un magistrado, la sentencia finalmente reconoce la objeción de conciencia y declara al alumno exento de cursar la asignatura, “asistir a las clases y ser evaluado, sin que ello pueda tener consecuencia negativa alguna a la hora de promocionar de curso y/o obtener los títulos académicos correspondientes”.
El pronunciamiento judicial de La Rioja tiene particular importancia por ser el primero en una comunidad autónoma gobernada por el Partido Popular, que donde está en el poder ha promovido, contra el criterio del ejecutivo central socialista, adaptaciones del programa pensadas para quitar el motivo de presentar objeción de conciencia. A este respecto, el Foro Español de la Familia señala que el reconocimiento del derecho a la objeción en la última sentencia se refiere a la asignatura de forma general, por lo que también los “contenidos rebajados” de las comunidades regidas por los populares suponen una vulneración de los derechos y libertades constitucionales.
El mismo tribunal tiene otro recurso pendiente de resolución, del que se han admitido ya las medidas cautelares solicitadas. En este caso, el auto sostiene que el alumno no tendrá que cursar la asignatura hasta que la sala no decida sobre el fondo del asunto.
Otras sentencias y resoluciones
La sentencia de La Rioja se suma a una serie de resoluciones favorables a los objetores contra EpC. En Andalucía son ya tres las sentencias en las que el TSJ de la comunidad ha reconocido este derecho. En la última, hecha pública a principios de julio, el tribunal sostiene que la libertad religiosa e ideológica de los ciudadanos está por encima de lo que entiende como un “acto ilegítimo de intromisión” por parte del Estado, y subrayaba el carácter adoctrinador de la EpC. El TSJ andaluz ha dictado además una veintena de autos que eximen de la EpC a los hijos de sendas familias hasta la resolución final de las demandas. Lo mismo ha hecho el TSJ de La Rioja en otros seis casos.
También ha habido decisiones favorables de órganos judiciales inferiores. En Huesca (Aragón), el Juzgado de lo Contencioso-Administrativo ha dictado dos autos (uno en junio y otro en julio) que dispensan cautelarmente de cursar EpC mientras no hay sentencia.
En contra de los padres objetores hay una sentencia de TSJ de Asturias, dictada en febrero pasado. En este caso, el tribunal reconoce el derecho a la objeción contra la EpC, pero no resuelve a favor de los recurrentes por estimar que no habían acreditado que hubiera causa para objeta. El fallo señala que el Estado no debe imponer convicciones, sino más bien “garantizar el derecho que asiste a los padres para que sus hijos reciban la formación religiosa o moral que esté de acuerdo con sus propias convicciones”.
También sentenció en contra de los objetores el Juzgado de lo Contencioso-Administrativo de Teruel (Aragón). Las demás decisiones contrarias a la objeción son autos judiciales: cinco del TSJ de Cataluña, más tres de jueces de Cantabria y uno en Navarra. En total, a favor de los objetores se han dado hasta ahora 32 resoluciones (4 sentencias y 28 autos), y en contra, 11 (2 sentencias y 9 autos).